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25/06/2014 09:06

Imóvel custa 12% a mais por culpa da burocracia

A alta dos preços no mercado imobiliário não é conduzida apenas pela expansão do crédito e da renda: o excesso de papelada e a morosidade dos órgãos públicos impõem custos altíssimos às incorporadoras — e quem paga a conta é o comprador

 

A valorização sem precedentes dos imóveis brasileiros nos últimos anos tem alguns fundamentos, como a expansão do mercado de crédito e o aumento do emprego e da renda da população. São fatores que possibilitaram o crescimento da demanda. Mas há um componente por trás da alta dos preços que somente agora foi mensurado: o custo causado pela burocracia na construção e na venda de prédios e terrenos. É um mal histórico cujo potencial de estrago foi exacerbado pelo crescimento do ramo nos últimos anos (o volume de crédito imobiliário dobrou entre 2010 e 2013). O excesso de burocracia aumenta, em média, em 12% o valor final do imóvel, revela um estudo recém-concluído pela consultoria Booz & Company. Isso significa que um apartamento que poderia custar 500.000 reais acaba sendo colocado à venda por 60.000 reais a mais.É um ônus assumido pelo comprador, porque os gastos extras são repassados para o preço do imóvel. Neste ano, o custo para a cadeia imobiliária é estimado em 18 bilhões de reais. É um valor que cresce ano a ano, na medida em que o setor se mantém em expansão. Mas a estrutura das prefeituras e dos cartórios não avança na mesma velocidade. A perda com a ineficiência pode ser ainda maior, uma vez que não foi estimado, por exemplo, o gasto que famílias e empresas têm com o pagamento de aluguel devido aos atrasos na entrega.

A demora das incorporadoras em concluir a construção dos imóveis tem impacto sobre o chamado custo de capital, ou seja, os recursos que as empresas captam para viabilizar o empreendimento. Cada dia que se perde para receber o dinheiro da venda de um apartamento representa uma perda financeira. E os atrasos são significativos. Dos quase cinco anos (57 meses) que um imóvel financiado pelo FGTS leva em média para sair do papel, ou seja, da aquisição do terreno à entrega das chaves, 19 meses são consumidos pelos processos burocráticos — um terço do total. Se todas as etapas fossem cumpridas sem atrasos, o prazo cairia para 38 meses. Não se trata de um cenário idealístico: foram adotados como referência casos reais já observados de celeridade na tramitação.

 

Fonte: Veja.com


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